lunes, 17 de diciembre de 2007

Sofisticações de um mundo desenvolvido - parte 1

Uma vez tive um papo com o Ronald Polito na qual falávamos da diferença entre o primeiro mundo e o Brasil. Eu penso que não é à toa que existe a expressão primeiro, segundo e terceiro mundo. De verdade. Quem quer que tenha tido a oportunidade de pisar num outro país mais desenvolvido que o nosso sabe que tudo muda consideravelmente: as ruas em geral são visualmente agradáveis, as fachadas preservadas, o chão limpo, e os transportes funcionam. Sem contar que os objetos são freqüentemente bem acabados e bonitos. Na visão terceiro-mundista, tudo que é belo não pode ser prático e vice-versa, o que eu considero um absurdo sem dimensão.

Pois agora eu vou tentar dar uns exemplos práticos disso aqui no blog. Pra começar, uma coisiquinha à toa do dia a dia. Eu como muito atum. Sempre gostei, mas tomei uma predileção especial depois que comecei a malhar. O atum é proteína pura, ajuda os músculos a crescerem e se recuperarem de distensões. Apesar disso, digamos que não é o prato preferido das classes trabalhadoras mais braçais (mais politicamente correto, impossível). Primeiro porque não há nada como uma boa xepa de arroz, feijão, batata frita e bife. Segundo porque é relativamente caro mesmo. A carne da nossa amiga vaca é mais barata. Então eu nunca entendi porque o atum enlatado brasileiro vinha embalado num recipiente gigante, tipo marmita de pedreiro. O que acabava acontecendo comigo era que eu abria uma lata, comia a metade e deixava o resto pro dia seguinte, sendo que eu tinha que comer o dito cujo já preto de ficar na geladeira, o que eu detestava (nada politicamente correto).

Pois aqui tive uma agradável surpresa: o atum espanhol é vendido num recipiente menor, do tamanho exato da fome de uma pessoa fina como eu. Sem contar o luxo do lacre interno que impede que qualquer tipo de ferrugem penetre (ui!) na lata, conseqüentemente se infiltre no atum e aumente a possibilidade da gente morrer de Butolismo. Como se não bastasse toda essa finesse, a embalagem é super clean, pois as 3 latinhas vêm sem qualquer menção ao conteúdo, agrupadas por um papelão onde - nesse sim - constam as informações que você precisa saber. Mas é só chegar em casa, tirar a porcaria do invólucro, e armazenar as latinhas lin-díssimas e sem qualquer poluição visual no seu armário. Acho chique.

3 comentarios:

li.scutti dijo...

Hahahahahaha, ameeeeeei tb!! Eu tb ODEIO deixar a metade do atum na geladeira. A daí vem com uma tampinha de plástico caso sobre?? Isso sim seria um luxo total!! O pior é que comida de cachorro em lata aqui no Brasil é assim! Claro que a latinha ser clean é um plus, como a tampinha.

Ô primeiro mundo bom! O pior não é ter nascido aqui, é os amigos e parentes terem nascido aqui.

Monica Lacerda dijo...

Rickyyyyy, amei esse atum, traga uma lata pra mim. rsrsrs Jade é louca por atum.
Me diverti muito lendo a saga do seu dente. Estou passando por uma parecida aqui no Brasil e acabou meu plano odontologico da empresa...
Wellington voltou de Londres.
Estou em Americana para o Natal.
Já estou fora da Videolar definitivamente.
Feliz 2008 meu anjo. Com tudo de melhor da vida!
Mil beijokas.

rkc dijo...

Butolismo kkkkkkkkkkkkkkk!